SC REGISTRA PELA PRIMEIRA VEZ O SOROTIPO DENV4 DA DENGUE. CONHEÇA O PROJETO DE LEI DE FABIANO DA LUZ:

Saúde

09 JUN, 2020
Além do aumento do número de casos, Santa Catarina registrou pela primeira vez o sorotipo DENV4 da doença. Anteriormente só haviam sido identificados no Estado os sorotipos DENV1 e DENV2.

ENTENDA OS TIPOS DE DENGUE:

Existem quatro sorotipos de dengue. Os sorotipos são: DENV1, DENV2, DENV3 E DENV4. Com isso, uma pessoa pode contrair a doença até 4 vezes ao longo da vida. "Isso nos deixa ainda mais em alerta. Mas, principalmente, faz com que os cuidados sejam redobrados" explica o deputado estadual e ex-prefeito de Pinhalzinho, Fabiano da Luz (PT/SC). A infecção gera imunidade somente contra aquele sorotipo já adquiro. 

EM NÚMEROS:

Santa Catarina já tem mais quase 7 mil casos confirmados de dengue, maior número já registrado da doença no estado, segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive-SC). 

Dos 4.601 casos de dengue confirmados, 93% foram contraídos dentro do estado, ou seja, são autóctones. Joinville, no Norte catarinense, lidera o ranking.

Projeto de Lei "SEM SEM DENGUE" AVANÇA NA ALESC:

Para combater a propagação de doenças transmitidas por vetores, tais como dengue, febre amarela, chikungunya, zika vírus e outras zoonoses, o Projeto de Lei de autoria do deputado estadual Fabiano da Luz (PT/SC), avançou nas comissões temáticas da Assembleia Legislativa, e visa, entre outras, que responsáveis por áreas particulares e privadas de todo o estado serão obrigados a adotar medidas de combate a propagação de doenças transmitidas por vetores, tais como dengue, febre amarela, chikungunya, zika vírus e outras zoonoses. 

A nova legislação poderá dispor sobre medidas a serem adotadas em locais públicos e privados, para combater a propagação das doenças já citadas. Para combater a proliferação do mosquito Aedes Aegypti e de outros vetores, os proprietários de imóveis urbanos e rurais, inquilinos ou responsáveis por propriedades particulares serão obrigados a adotar medidas como a conservação e limpeza de quintais; o recolhimento de pneus, latas, plásticos e outros objetos ou recipientes, que possam acumular água; o fechamento de caixas d´água; a troca da água de vasos de plantas no intervalo de máximo cinco dias; evitar que objetos, plantas ou árvores, possam acumular água ou se tornar criadouros de mosquitos, entre outras medidas previstas no texto.

Ações –Além disso, o Projeto de Fabiano da Luz sugere mais mobilizações por parte do Poder Público para realizar mutirões de limpeza dentro e fora das áreas também previstas na legislação.

As instituições de saúde também serão responsáveis por aplicar larvicidas e inseticidas nos locais infestados e nos locais que possam se tornar criadouros de mosquitos; além de firmar parcerias com órgãos públicos ou privados para implementar ações de combate às patologias citadas no texto. Os imóveis vazios sob responsabilidade de imobiliárias ou de construtoras devem ser inspecionados por agentes de saúde para verificação quanto à existência de criadouros de Aedes aegypti e de outros vetores de zoonoses.

Depósitos – Ainda de acordo com a iniciativa, os proprietários ou responsáveis por locais em que possua depósito de bens a céu aberto devem realizar ações de sensibilização e de educação ambiental junto aos seus empregados e servidores, com o objetivo de contribuir no processo de prevenção e de controle da proliferação do Aedes aegypti e de outros vetores de zoonoses. 


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